inteligência artificial aldeia

Falar de inteligência artificial está na moda, mas o que pouca gente sabe é que o tema existe (e é estudado) há muitos anos. O autor Júlio Verne, por exemplo, já imaginava e descrevia tecnologias que executavam funções inteligentes, até então restritas aos seres humanos.

Com a popularização de assuntos relacionados ao universo tecnológico, mais pessoas entendem esse ponto de vista. O que pode ser feito com a inteligência artificial, como ela vai mudar a sua vida e se os robôs vão (ou não) tomar os empregos dos humanos se tornaram discussões cada vez mais comuns.

Inteligência artificial no dia a dia.

Não restam dúvidas: a inteligência artificial afeta as pessoas. Mas nada de pensar em distopias ou ficção científica. O aprendizado de máquina surge para somar ao nosso cotidiano e pode até substituir os seres humanos no trabalho, mas não será algo ruim.

“Como os robôs têm inteligência suficiente para se responsabilizar por funções básicas e repetitivas, nós podemos aplicar todo o nosso conhecimento em assuntos mais importantes – ou, melhor ainda: transformadores”.

As aplicações dessa tecnologia no nosso dia a dia nos ajudam a potencializar a capacidade criativa ou de produção. Como os robôs têm inteligência suficiente para se responsabilizar por funções básicas e repetitivas, nós podemos aplicar todo o nosso conhecimento em assuntos mais importantes –  ou, melhor ainda: transformadores. Isso leva a uma mudança completa no modelo de trabalho a que estamos acostumados e aplicações que você nem sabia que existiam.

É por isso que as diferentes possibilidades da Inteligência Artificial começaram a fazer parte da rotina de muitos profissionais. Ezequiel Kwasnicki, que trabalha na IBM Brasil, enfatiza que essa tecnologia é um assunto de todos, prestes a ficar cada vez mais evidente em nossa rotina pessoal e profissional.

Os robôs precisam se adaptar.

Com a popularização da Inteligência Artificial, empresas e sistemas com scripts que não se adequam ao dia a dia das pessoas enfrentarão uma rejeição cada vez maior. O Google, por exemplo, tem algumas funcionalidades que ainda não se adaptam perfeitamente à necessidade do usuário. O Google Maps, por exemplo, pode não memorizar o destino da escola de natação dos seus filhos mesmo você indo lá toda semana. São problemas pequenos, mas devemos ter em mente que as pessoas querem agilidade e praticidade nas plataformas – ou seja, a máquina, software ou aplicativo precisa entender o nosso dia a dia, guardar informações e aprender a utilizá-las rapidamente em um próximo acesso.

Nova tendência: inteligência cognitiva.

Profissionais que trabalham com tecnologia estão saindo do antigo sistema de programação e evoluindo para plataformas de treinamento tecnológico. Isso permite criar sistemas cognitivos, que ajudam os usuários nas suas tarefas. Um exemplo claro dessa tendência é o Robô Laura, projeto do Jacson Fressatto, que é capaz de aprender e auxiliar médicos ou enfermeiros no diagnóstico da sepse.

Assim como Laura, diferentes máquinas partem de uma base de dados já estabelecida, mas conseguem compreender, analisar informações e aplicar o que absorvem, projetando cenários para pacientes, clientes e departamentos.

Bilhões de dólares no processamento de informações.

No início do século XX, a quantidade de informações e inteligência sobre um tema demorava 50 anos para evoluir, se adaptar e oferecer novas respostas. Hoje, o processo está em aceleração constante e recebe patrocínios de diversas fontes. Em 2014, a IBM anunciou um investimento de US$ 1 bi no Watson, o sistema cognitivo mais famoso do mundo. A tendência é que os patrocínios continuem aumentando, já que essas tecnologias podem nos levar a um nível de conhecimento muito profundo sobre vários assuntos. Mas ainda tem áreas de incentivo pouco atendidas quanto aos investimentos, no caso da batalha de robôs.

Sustentabilidade na tecnologia.

O desenvolvimento dessa área não está voltado apenas a projetos específicos. A inteligência artificial é capaz de embasar métodos para corporações e cidades, já que o acesso à informação cresce muito quando essa tecnologia está envolvida. Com mais informação, fica fácil trabalhar a sustentabilidade, criar projetos urbanos e empoderar o cidadão, ajudando empresas e governos a otimizar seus processos. Quando isso acontece, o conhecimento é direcionado à solução de problemas reais, e não aos lucros de uma empresa.

Esse é só o começo.

Por enquanto, 80% das informações compiladas no mundo ainda não podem ser entendidas por robôs –  mesmo assim, eles já são o expoente de grandes mudanças. Quanto mais conteúdo forem capazes de analisar, maior é a ajuda que essas plataformas oferecem para que propósitos transformadores massivos sejam colocados em prática.

O importante é unir forças e criar sistemas capazes de ajudar as pessoas – o resultado aparece em casos como o Robô Laura, que já conseguiu salvar uma das vítimas da sepse com a velocidade no diagnóstico. É nessa hora que podemos entender como a tecnologia está em constante mudança desde o princípio: não é mais sobre gadgets, mas sim sobre ferramentas facilitadoras. A inteligência artificial nos ajuda a reconfigurar a aprendizagem, qualificar diferentes áreas do conhecimento e criar algoritmos que, além de inovadores, mudam a nossa vida para melhor.

 

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