Kevin Systrom não planejou começar a empresa que ele vendeu ao Facebook por 1 bilhão. Seu início deu numa loja de discos. Mas seu repentino amor pela fotografia, combinada com a afinidade por tecnologia – talvez inspirado pela sua mãe, que trabalhava no setor – o levou à criação do aplicativo número 1 em compartilhamento de fotos. Veja a história do empreendedor Kevin Systrom, número 8 na lista dos 40 empreendedores abaixo dos 40 (40 under 40) da Fortune e mais novo membro do conselho do Walmart.

O começo precoce de Kevin Systrom.

A mãe de Kevin Systrom começou cedo com a tecnologia. Ela trabalhou no Monster.com durante o primeiro boom de startups de tecnologia e, mais tarde, no Zipcar. O amor de Kevin pela tecnologia e seu próprio empreendimento foram acompanhados pelo trabalho de sua mãe em empresas de tecnologia que bombavam.

Como adolescente, Kevin criou programas que pregavam peças em seus amigos, simulando que estava hackeando suas contas do AOL Instant Messenger. Mas seu primeiro trabalho real, uma vez que ele chegou ao ensino médio, não era sobre tecnologia em tudo: ele trabalhou numa velha loja de vinil. “Eu estava obcecado em discotecar”, ele diz à Fortune. “Então eu mandava e-mail para as lojas todos os dias para conseguir um emprego lá. Eu os atormentava e os incomodava até finalmente me deixarem entrar, e eu trabalhava um par de horas por semana.” Graças à sua experiência na loja, Kevin Systrom logo estava abrindo shows para verdadeiros DJs do Boston Club, embora ele tivesse que obter ajuda de amigos mais velhos para conseguir entrar nos clubes, já que ainda estava com menos de 18 anos. “Uma coisa sobre minha experiência é que fico muito obcecado com alguma coisa”, explica Systrom, acrescentando que ele costumava estocar pilhas gigantes de discos em um canto de seu quarto. Tanto esse foco único e sensibilidade retrô serviriam bem no Instagram.

Quando Kevin entrou na faculdade.

Quando chegou a hora de se candidatar para a faculdade, a escolha óbvia era Stanford, com suas ofertas de tecnologia e laços profundos com o Vale do Silício. Kevin se candidatou com um foco planejado em ciência da computação; mas uma vez que chegou lá, ele descobriu que as aulas eram mais acadêmicas do que aplicadas, então ele mudou para o programa de administração e engenharia de Stanford, que tinha um foco em assuntos mais práticos como Finanças e economia.

Assim como Mark Zuckerberg (que mais tarde compraria a empresa de Systrom) fez em Harvard, brincando com códigos para criar jogos para seus amigos, Systrom construiu programas web em seu tempo livre da faculdade. Um deles era um site de fotos que ele e seus irmãos de fraternidade tinham montado para compartilhar fotos de festas internamente. Logo, ele percebeu o quanto a fotografia o interessava. Durante um terceiro ano no exterior, em Florença, um professor italiano mostrou a Holga – uma câmera barata, popular pela primeira vez na China, que desenvolveu um culto por causa de suas fotos de estilo retro de baixa tecnologia. O jovem adorou a estética das imagens. Elas pareciam hipsters.

Durante o verão antes de seu último ano na faculdade, Systrom fez um estágio na Odeo, uma startup de podcast criado por Evan Williams, que iria co-fundar o Twitter. Lá, Kevin fez conexões importantes, como um segundo co-fundador do twitter, Jack Dorsey, que viria a ser um importante conector no mundo tecnológico. “Eu aprendio muito com Ev e Jack”, ele conta, “A coisa toda foi um divisor de águas”.

De onde surgiu a ideia do Instagram.

Estava ficando cada vez mais óbvio que ele precisava ser um empreendedor. Após largar um emprego no setor de marketing do Google, ele foi para a Nextstop, uma startup comprada pelo Facebook que oferecia recomendações de viagens. Lá, ele programou apps para o site, incluindo um jogo baseado em fotos. Então, ele começou a trabalhar em um projeto paralelo chamado de Burbn, uma espécie de Flickr com Foursquare: compartilhamento de fotos baseado em geolocalização. Em Janeiro de 2010, Kevin conseguiu uma rodada de investimento de US$500.000. Kevin largou seu emprego na Nextstop.

Já que muitas startups tinham dois fundadores, e às vezes três, mas nunca um só, Kevin decidiu ir atrás de um. Assim que Mike Krieger entrou, Kevin queria pivotar sua empresa, ou seja, dar um novo rumo. Burbn, seu app, estava muito similar ao Foursquare, que ganhava popularidade. Mas havia um recurso que era popular: o compartilhamento de fotos. dupla decidiu então fazer as fotos o principal. Eles removeram todos os recursos extras. Eles sabiam que o app teria sucesso se fizesse uma coisa simples e o fizesse muito bem.
Eles focaram no iPhone 4, que tinha acabado de sair e com uma câmera de alta qualidade, e que eles iriam colocar lentes inspirada na Holga, que fariam as fotos ficarem cool e artísticas. Kevin Systrom chamou isso de “telegrama instantâneo”, logo “Instagram”.
Kevin e Mike trabalharam no Instagram direto por 8 semanas, modificando o código e refinando o design, mas eles não se esquentaram em recursos além dos filtros e botões de compartilhamento. Talvez isso vá contra a lógica padrão de criar uma empresa, mas no caso deles, deu muito certo. “Nós ficamos muito tempo trabalhando no Burbn; desta vez, queríamos colocar o app logo nas mãos dos usuáruos.”

Aproximadamente 25 mil usuários criaram uma conta no Instagram nas primeiras 24 horas.

Com somente três horas de sono, nós estávamos exaustos, mas sabíamos que havíamos criado algo diferente. Nós estávamos nos sentindo realmente bem com aquilo.

Kevin Systrom, o criador do Instagram.

Toda boa história começa pela página 01.

Kevin não teve sorte com o Instagram. Ele não teve sucesso da noite pro dia. Desde suas experiências na adolescência, as conexões que ele fez no mundo que viria a se inserir, até as empresas que ele trabalhou; cada uma dessas experiências foi se somando para que, na página de número 100, 300, 500 da sua história, ele criasse o Instagram. A história do empreendedor Kevin Systrom não tem sorte.
Mas o primeiro passo é claro: você tem que abrir sua mente para essas experiências. O programa Página 01, da Polímatas, tem o objetivo de te dar uma boa base na hora que for abrir sua própria empresa, ou para você que já tem experiência, de se profissionalizar mais.

Inscreva-se abaixo e faça parte!

Toda boa história começa pela Página 01.

O Página 01 é um iniciativa da Polímatas de contar a história para aqueles que sonham em começar a escrever sua própria como empreendedor.
Conheça o programa