Nicolas Gonçalves | Aldeia | Movimento de Realizadores

Os segredos de produtividade de um nômade digital, uma nutricionista e uma pesquisadora de tendências

Dicas de produtividade a gente vê aos montes por aí, certo? E na maioria dos casos são várias coisas que parecem meio surreais, tipo desligar o celular durante o trabalho (e se eu precisar do celular durante o trabalho, como faz?) ou aquelas coisas que todo mundo já sabe, mas que é meio impossível colocar em prática.

Ainda assim, as dúvidas sobre como obter um melhor resultado em menos tempo continuam. Por isso, resolvemos falar sobre produtividade de um jeito efetivo, prático e essencial para você romper com os velhos padrões e colocar as ideias para rodar de uma vez.

E para isso, contamos com a ajuda de três profissionais de diferentes áreas que contaram alguns segredos e algumas pedras do caminho para você dar uma guinada no seu dia com truques na alimentação e insights de organização. Além disso, a gente quis entender como o estar conectado influencia nisso. Vamos ao que interessa, então!

Trabalhando pelo mundo

O Fernando Kanarski é um nômade digital – e também professor aqui na Aldeia. Isso significa que ele viaja e trabalha de onde estiver. Mas como nem só de trabalho são feitas as viagens, ele precisa se organizar para também aproveitar o lugar e dar conta das demandas dos clientes. Ele gravou um vídeo do Panamá e contou pra gente como faz para dar conta disso tudo, olha só:

-> Então, anota aí: Trello e Wunderlis para se organizar; e lugares públicos podem te tirar do conforto de casa/hotel e te exigem maior devoção ao trabalho.

Baixe aqui o E-book Prático de Vendas Para Não Vendedores

“A percepção de aceleração do tempo não quer dizer aumento na produtividade”

Em conversa com a Andrea Greca, analista de tendências e fundadora da agência BERLIN, desdobramos algumas questões fundamentais sobre como pensar produtividade em tempos líquidos, onde estamos conectados o tempo todo e o que fazer com isso.

  1. Como as pessoas enxergavam produtividade antes e como é hoje?

A tecnologia transformou talvez não o conceito de produtividade, mas, a maneira como produzimos. Antes, o produto do trabalho era, de modo geral, tangível, material, podíamos segurá-lo com as mãos. A partir da popularização dos computadores, nos anos 1980, e da internet, no final da década de 1990, ​o resultado de um serviço passou a ser também em formato de bits – intangível, portanto. Antigamente, trabalhava-se das 9 às 18h, de segunda à sexta, e era isso. Hoje, por outro lado, estamos conectados o tempo todo. Enquanto estivermos acordados, estaremos ligados a nossos devices e, assim, poderemos estar trabalhando também, embora estar conectado não signifique necessariamente que estamos produzindo algo de útil. Antes de continuar, deixa seu e-mail aqui, vai:

  1. A percepção de tempo muda com tudo isso?

​Sim. Quem nunca teve a sensação de que passaram 20 minutos após navegar por duas horas nas redes sociais?​ Como disse anteriormente, a percepção de aceleração do tempo não quer dizer aumento na produtividade. O que ocorre é que a quantidade de informação que chega a nós em um minuto equivale a horas de leitura antigamente. E isso é perigoso, pois pode causar ansiedade.

  1. Você percebe alguma tendência no campo da produtividade?

​A ascensão de tendências e conceitos contemporâneos de bem estar, como mindfulness, por exemplo, carrega uma profunda e pertinente reflexão sobre o equilíbrio entre vida pessoal e vida profissional, num momento em que ambas se fundem numa coisa só. Já não há separação entre online e offline, a linha que separa esses dois “momentos” é cada vez mais tênue. A consciência de que é fundamental otimizar a utilização do tempo de produzir para desfrutar do momento de ócio está cada vez mais presente na sociedade de modo geral.

  1. Pode citar algum exemplo legal?

​Está comprovado que empresas que investem no bem estar dos funcionários têm melhores resultados. Google e Facebook têm programas sólidos de wellness para seus colaboradores, que incluem alimentação balanceada, espaços para massagens e intervalos para meditação.

O que você come influencia na produtividade

Pois é, isso já é meio óbvio, mas a nutricionista Pri Riciardi, que é nossa coworker, deu 6 dicas que rompem com vários paradigmas, são simples de colocar em prática e, segundo ela, uma semana vai ser suficiente para sentir a diferença. Vou dar spoiler: o café não é tão bom para a produtividade como a gente imagina, olha só porque:

Gostou? Então vou aproveitar e te fazer alguns convites:

  • Venha conhecer nosso Curso de Gestão de Projetos em Curitiba, e aprenda a gerir não só seu tempo e sua produtividade, mas também um projeto, desenvolvendo uma habilidade cada vez mais procurada em profissionais do mercado, pois a partir dos conceitos e ferramentas de gestão de projetos você consegue trazer qualquer projeto para a realidade.

  • Você já sabe, mas não custa lembrar: hoje o nosso principal canal de comunicação são as Quentinhas, newsletters semanais com tudo que acontece por aqui e pelo mundo. Assine!

Rango: como dois amigos colocaram uma startup de pé sem saber programar e só com ferramentas gratuitas

Os amigos Artur Guarezi e Matheus de Lima dividiam apartamento em Curitiba e passaram muitas vezes pelo trabalho de escolher comida. Acabavam esbarrando na pizza de sempre ou perdendo horas procurando algo diferente, o que também não é nada legal quando você está com fome.

Ao conversar com os amigos, descobriram que esse problema é recorrente – você já deve ter passado por isso, não? Então, numa noite de mais chateação procurando a melhor maneira de encontrar comida, sentados na sala de casa, eles pensaram que era hora de alguém inventar um serviço que escolhesse a comida por você.

Um alerta se acendeu e adivinha? Nessa hora nascia o Rango!, um delivery surpresa que hoje é o trabalho de tempo integral (sábados e domingos, inclusive) do Artur e do Matheus, que agora também conta com a Natália Ehalt no time.

 

 

No início de 2017 eles viram que o Sebrae Paraná estava com inscrições abertas para um programa de desenvolvimento de startups. Duas semanas antes do Epifania começar eles tiveram a ideia do Rango! e aproveitaram a oportunidade para finalmente tirar essa ideia do papel.

Agora, com a ideia na rua, eles encontram desafios diários e estão aprendendo com a mão na massa o melhor jeito de resolver. O Matheus, por exemplo, trabalhava em agência e lidava com computador. Agora ele que lida com os donos dos restaurantes, faz a venda e fecha. Muito diferente, mas que está acontecendo e com sucesso.

Aproveitamos que eles são coworkers aqui na Aldeia e resolvemos trocar uma ideia com o Matheus para sacar um pouco mais dessa história, as dificuldades e a dica de quem tem 22 anos e está fazendo o próprio negócio acontecer. Confira aqui:

 

As ferramentas mais quentes – e quase tudo de graça

Ao iniciar um negócio, a grana muitas vezes é curta e precisa ser bem investida. Por isso deve-se ter um cuidado com o planejamento e a administração, tanto do projeto quanto do investimento.
Matheus e Artur entendiam que o negócio tinha futuro, foi preciso abrir mão do conforto dos seus empregos tradicionais. Começaram com ferramentas disponíveis online, que estão tornando o negócio possível desde o começo.

No curso de Dashboards no Excel em Curitiba você vai ver que todo trabalho que envolve administração financeira, de marketing ou de qualquer outra atividade requer análise de dados e tomada de decisões. Uma visão geral do desempenho do negócio contribui para tirar aprendizado e a elaborar correções dessas informações.

Antes das ferramentas, não esqueça de deixar seu e-mail aqui para receber mais cases como esse:

 

 

A primeira versão do Rango! foi em um Google Sites com um formulário.  A partir daí, já era possível rodar e fazer pedidos. Hoje o site foi construído no Webflow, uma plataforma mais parruda, mas que demanda uma ideia genérica de programação e hospeda um Typeform.

Hoje eles também usam o Zapier, que permite conexão fácil de aplicativos web, facilitando a automatização de tarefas chatas, além do Gmail, planilhas do Google e todas as ferramentas do Google que salvaram a vida para organizar toda a estrutura do algorítmo.

Dicas para você

Conheça o curso de Empreendedorismo Criativo em Curitiba e descubra porque ideias só fazem diferença quando colocadas na rua. Você vai conhecer as técnicas que empreendedores experientes utilizam para reduzir o risco de seus negócios, para verificar se uma ideia funcionaria antes de investir e, principalmente, para organizar as tarefas e tornar o projeto empreendedor um estilo de vida.

Baixe aqui o E-book Prático de Vendas Para Não Vendedores

– A Vicky faz semanalmente as Quentinhas, com tudo que acontece na Aldeia e um pouco mais. Assine e fique por dentro desse universo maker!

 

5 dicas para dominar a gestão financeira do seu negócio

Para quem está começando o próprio negócio, a gestão financeira pode ser bastante desafiadora. Quando somos funcionários, trabalhando na construção do sonho de uma outra pessoa, exercemos funções muito bem delimitadas: vendas, marketing, controle de estoques, etc. Mas quando passamos a investir em nosso próprio sonho, a responsabilidade aumenta consideravelmente, assim como a complexidade das funções exercidas.

Um bom gestor precisa conhecer, acompanhar e controlar no detalhe tudo o que se passa dentro da empresa, garantindo o seu bom funcionamento.

Gestão financeira: por que fazer?

Antes de mais nada, uma boa gestão financeira é peça chave para o sucesso da sua empresa. Afinal, é através da boa administração dos recursos financeiros da sua empresa que será possível garantir as verbas necessárias para que todos os demais departamentos possam continuar a se desenvolver e crescer de forma saudável e sustentável.

Além disso, um controle financeiro empresarial bem feito vai permitir que o gestor seja capaz de:

  • Mapear os gastos da empresa, saneando os custos desnecessários;
  • Ter maior clareza sobre gastos fixos e variáveis, definindo o calendário financeiro da empresa;
  • Identificar investimentos e ações com maior rentabilidade e/ou retorno;
  • Traçar um planejamento estratégico melhor embasado;
  • Estabelecer projeções e metas de crescimento e venda a partir de dados concretos.

E essas são apenas algumas das vantagens que um bom planejamento financeiro pode trazer para a sua empresa. Vale lembrar que a gestão financeira é essencial para qualquer empresa, seja ela de pequeno ou grande porte, esteja ela se lançando no mercado ou já consolidada no seu segmento. É a gestão financeira que trará à sua empresa os recursos de que ela precisa para se projetar no mercado.

E agora, por onde começar?

Para você, gestor, que está começando a se aventurar na gestão financeira ou que está buscando técnicas para melhorar a sua prática na administração do seu negócio, preparamos 5 dicas para dominar com facilidade as bases de uma gestão financeira simples e eficaz. A lista você confere a seguir:

1) Não misture as suas finanças pessoais às finanças da sua empresa.

Essa deve ser a regra número 1 para garantir que os recursos da empresa permanecerão investidos no seu crescimento e evitar descontroles que poderiam prejudicar a saúde financeira do seu negócio. Para as empresas de menor porte, a dica é estabelecer um pro-labore que caiba no orçamento da empresa… Dessa forma, as entradas da empresa e os seus ganhos pessoais enquanto administrador não se misturam – e o mesmo vale para as despesas!

Todo empresário sabe que deve separar finanças pessoais das empresariais, mas a maioria mantém essa confusão por não saber ao certo como não misturá-las.

2) Invista em boas práticas de gestão orçamentária.

Não é possível trabalhar de forma efetiva a gestão financeira da sua empresa sem um bom plano orçamentário. Por isso, nossa dica é: não deixe para “ver como os ovos se ajeitam no andar da carruagem”. Um bom gestor toma a dianteira e trabalha com um plano tático. Estabeleça um orçamento anual para a sua empresa, que contemple:

  • Uma projeção de receitas esperadas. Essa informação pode ser obtida a partir de exercícios dos anos anteriores, pesquisas de mercado e avaliação das tendência do setor específico em que atua a sua empresa. Na dúvida, procure consultoria especializada.
  • Uma projeção de despesas esperadas. Para ajudar, uma boa ideia é ter na ponta do lápis as suas despesas fixas, como custos prediais, impostos, manutenção da folha de funcionários, etc… A partir daí, examine os dados do ano anterior, identificando períodos de maior ou menor movimento nas vendas, e as despesas geradas em cada um desses períodos. Outra boa prática em termos de planejamento de despesas é limitar os custos com funcionários a, no máximo, 30% do faturamento da sua empresa.
  • Um balanço patrimonial. Busque identificar aquilo que sua equipe já conquistou: qual é o patrimônio que ela já adquiriu? Contemple nesta contagem também os itens em seu estoque – afinal, eles são capital da empresa já investido.
  • Metas de crescimento. A sua empresa certamente possui uma visão e um objetivo, uma razão de ser. A partir daí, e com base nas informações financeiras, busque quantificar metas de desenvolvimento para o seu negócio. Essas metas serão um motor que incentivará o crescimento da sua empresa e a motivação da sua equipe, além de funcionarem como um termômetro daquilo que está sendo, mês a mês, efetivamente conquistado Mas atenção! As metas precisam ser estabelecidas com os pés no chão: metas tangíveis são excelentes, metas absurdas servirão apenas para desmotivar a sua equipe e colocar a sua empresa fora dos trilhos…

A partir do estabelecimento do seu orçamento anual, faça o acompanhamento mensal e realize os ajustes necessários para garantir que as finanças da sua empresa continuem a caminhar de forma saudável e sustentável.

3) Pense no futuro: mercado e planejamento estratégico.

Conhecer o seu mercado é uma das melhores formas de manter-se um passo à frente da concorrência, favorecendo a projeção da sua empresa no mercado. Por isso, acompanhe constantemente as variações no setor do mercado em que a sua empresa atual, e tenha clareza do perfil de consumidores que são o alvo da sua marca.

A partir dessas informações, estabeleça o planejamento estratégico da sua empresa: quais são as ações de divulgação e marketing que você colocará em prática para captar leads e alavancar as suas vendas? Em outras palavras, não negligencie o planejamento de estratégias para aumentar a sua captação de recursos: nenhuma empresa é uma ilha, todas estão sujeitas às variações e pressões do mercado e, quem não correr atrás, vai ficar no prejuízo.

São tantos os indicadores financeiros que uma empresa pode acompanhar, que fica difícil para o empreendedor saber em qual focar. Veja aqui os 4 principais indicadores financeiros para acompanhar!

4) Seja organizado.

Gerenciar implica necessariamente lidar com uma infinidade de dados, números e prazos: por isso, seja organizado! Fuja dos controles manuais ou de planilhas de dados onde as informações da sua empresa fiquem dispersas e fora do seu alcance. Dê preferência para sistemas informatizados, que permitam acompanhar em tempo real todos os aspectos do seu negócio. Dessa forma, o seu processo de gestão e de tomada de decisões se torna muito mais simples, rápido e eficiente, contando sempre com a segurança de estar baseado em dados atualizados.

Um bom exemplo de sistema para ajudar quem está começando ou quem busca crescer, são os ERPs. Um ERP cloud é um sistema voltado para o planejamento estratégico dos recursos da sua empresa. Ele permite controlar em um só local os dados mais diversos da sua empresa, como:

  • Contas a pagar e a receber
  • Controle de estoques
  • Emissão de notas fiscais eletrônicas
  • Emissão de boletos
  • Conciliação bancária
  • Vendas realizadas
  • Fluxo de caixa
  • Cadastro de clientes e fornecedores

E essas são só algumas das funcionalidades disponíveis!

Outra grande vantagem de utilizar um ERP para a organização financeira da sua empresa é a seguinte: um ERP não é como uma planilha, que simplesmente apenas armazena os dados ali inseridos. Ao contrário! Um ERP é um sistema inteligente, que permite conectar esses dados seja otimizando a sua rotina diária – atualizando o estoque quando uma compra/venda é realizada, por exemplo -, seja na compilação desses dados em relatórios gerenciais diversos.

Esses relatórios são um grande diferencial para o processo de gestão, pois fornecem uma base sólida para a análise do quadro financeiro geral da sua empresa e para a realização de projeções futuras.

5) Invista em sua formação pessoal.

Por fim, mas não menos importante, não negligencie a sua formação enquanto gestor. Administrar é uma tarefa complexa e que mobiliza uma série de habilidades e conhecimentos diferentes, tanto nas áreas jurídico, financeira quanto humana. Vá atrás de cursos, palestras, workshops e formações que permitam ampliar a sua visão de mercado e o seu conhecimento sobre o funcionamento da sua própria empresa. Os resultados pelo seu esforço certamente não irão tardar a se concretizar.

 

É um profissional autônomo e quer aprender sobre gestão financeira? Se liga no curso Vida de Freelancer que tá rolando aqui na Aldeia!

Como grandes líderes resolvem problemas em equipes

Você quer melhorar suas habilidades em gestão de pessoas, leia este artigo sobre como grandes líderes resolvem problemas em equipes.

Com tantos problemas como todos nos enfrentamos no nosso trabalho e vida, parece que nunca há tempo suficiente para resolver cada um sem lidar com alguma adversidade ao longo do caminho. Os problemas parecem acumular tão rápido que nos vemos tomando atalhos para aliviar temporariamente os pontos de tensão – para que possamos passar para o próximo problema.

No processo, não conseguimos resolver o cerne de cada problema que estamos tratados; assim, continuamente ficamos presos na armadilha de um ciclo sem fim que dificulta a busca de resoluções reais. Soa familiar?

A resolução de problemas é a essência do motivo pelos quais líderes existem. Como líderes, o objetivo é minimizar a ocorrência de problemas – o que significa que devemos ser suficientemente corajosos para enfrentá-los de frente antes de as circunstâncias nos obrigarem a agir.

Se você é um líder em uma média ou pequena empresa, aqui estão as quatro formas mais eficazes de resolver problemas.

Sobre a natureza dos problemas em organizações.

Devemos ser resilientes em nossa busca para ter e manter o impulso para a organização e as pessoas a quem servimos. Mas a realidade do local de trabalho nos coloca para lidar com pessoas que complicam as questões com sua politicas pessoais, vontade de auto-promoção, jogos de poder e estratagemas e inveja. Competição, falta de orçamentos e recursos, e muitos outros acontecimentos ou circunstâncias aleatórias também tornam mais difícil para as pessoas serem produtivas.

Os competidores também criam problemas para nós quando eles convertem inesperadamente um cliente de longa data, estabelecem uma nova relação da indústria ou lançam um novo produto, marca ou estratégia corporativa. Novos lançamentos nos deixam à beira da ansiedade e ainda nos distraem de resolver problemas existentes.

Como Karl Popper, um dos mais influentes filósofos da ciência do século XX, afirmou uma vez com eloquência: “Toda a vida é solução de problemas”. Os melhores líderes são os melhores solucionadores de problemas. Eles têm a paciência de dar um passo para trás e ver o problema à frente por meio de uma observação ampla. Eles enxergam bem além do óbvio. Os líderes mais eficazes abordam problemas com uma visão de oportunidade.

Líderes que não possuem essa sabedora na abordagem de problemas possuirão uma visão linear – só vendo o problema que está diretamente diante deles e bloqueando as possibilidades que estão dentro do problema.

Liderar pessoas envolve mais do que ser carismático ou ter poder. Você precisa conhecer os tipos de funcionários que existem para aprender a motivá-los.

Como tal, eles nunca veem a totalidade do que o problema representa; que pode realmente servir como facilitador para melhorar as melhores práticas existentes, protocolos e procedimentos operacionais padrão para crescer e competir no mercado. Eles nunca percebem que, no final, todos os problemas são os mesmos – apenas embalados de forma diferente.

Um líder nunca deve ver um problema como uma distração, mas sim como um facilitador estratégico para a melhoria contínua e as oportunidades anteriormente não vistas.

Veja agora quatro atitudes sobre como grandes líderes resolvem problemas em equipes.

1) Comunicação transparente.

A resolução de problemas requer uma comunicação transparente onde as preocupações e os pontos de vista de todos são expressos livremente. Vimos muitas vezes o quão difícil é chegar à raiz do assunto em tempo hábil quando as pessoas não falam.

Sim, a comunicação é uma necessidade fundamental. É por isso que, quando aqueles envolvidos no problema preferem não se expressar – temendo que eles possam ameaçar seu trabalho e/ou expor seus próprios erros ou a outra pessoa – o processo de resolução de problemas torna-se uma caçada ao tesouro.

A comunicação eficaz para a resolução de problemas acontece devido à capacidade de um líder para facilitar um diálogo aberto entre pessoas que confiam em suas intenções e sentem que estão em um ambiente seguro para compartilhar por que eles acreditam que o problema aconteceu, bem como soluções específicas.

Uma vez que todas as vozes foram ouvidas e todos os pontos de vista considerados, o líder (com sua equipe) pode coletivamente mapear um caminho para uma solução viável e sustentável.

Tão fundamental quanto a comunicação pode parece, nunca assuma que as pessoas estão confortáveis em compartilhar o que realmente pensam. É aí que um líder deve confiar em si mesmo e em sua intuição suficiente para desafiar a equipe até que a responsabilidade (accountability) possa ser aplicada de forma justa e uma solução pode ser alcançada.

Leia também: Como criar cultura de prestação de contas (accountability)

2) Dissolva panelas.

A comunicação transparente exige que você quebre as panelinhas e permita uma organização sem fronteiras cuja cultura se centre no melhoramento de um todo. Quando o problema é maior ou mais antigo do que a situação inicial possa fazer parecer ser, interesses ou medos pessoais ocultos podem entrar em jogar, em vez de receber uma colaboração multifuncional eficiente e resolução de problemas.

As panelinhas são a principal causa da maioria dos problemas no local de trabalho e são por isso que muitos deles nunca se resolvem. É por isso que o novo local de trabalho de hoje deve abraçar um espírito empreendedor em que os funcionários possam navegar livremente e colaborar de forma cruzada para conectar os pontos de resolução de problemas; onde todos podem ser um explorador apaixonado que conhece seu próprio ponto de trabalho e suas interseções.

Quando você conhece seu ponto de trabalho, você tem um senso muito maior de sua esfera de influência. Isso é quase impossível de medir quando você opera em pequenos departamentos que potencialmente o impedem de influenciar.

Em um local de trabalho onde existem panelas, a resolução de problemas é mais difícil porque é mais provável que você trate de auto-promotores – ao invés de jogadores de equipe promovidos por um ambiente multifuncional. Quando você opera em um ambiente contaminado onde todos querem ser uma estrela, torna-se cada vez mais difícil ajudar a melhorar ou melhorar qualquer coisa. Quando a resolução de problemas se torna uma tarefa desanimadora.

Acabar com panelinhas permite que um líder envolva mais facilmente seus funcionários para colocarem a mão na massa e resolver problemas juntos. Torna-se menos a respeito da politica da empresa e mais sobre a busca de resoluções e fortalecer a organização.

3) A organização possui pessoas abertas.

Destruir panelas e barreiras de comunicação exige que as pessoas tenham a mente aberta. No final, a resolução de problemas é sobre pessoas trabalhando juntas para tornarem a organização e as pessoas melhores. Portanto, se você está preso trabalhando com pessoas que são fechadas, a resolução de problemas efetiva torna-se uma longa e sinuosa estrada de esforço desgastante.

Há muitas pessoas no local de trabalho que gostam de criar um caos desnecessário para que suas ineficiências nunca sejam expostas. Estes são os tipos de pessoas que dificultam a resolução de problemas porque retardam o processo enquanto tentam tornar-se mais importantes.

Descubra quem são as pessoas de alto engajamento e os líderes de alto potencial dentro da organização e você verá exemplos dos benefícios de ser de mente aberta e como isso eventualmente leva a mais inovação e iniciativa.

As pessoas abertas veem além dos detalhes óbvios antes delas e veem o risco como seu melhor amigo. Elas abordam os problemas de frente e continuam com o negócio de impulsionar o crescimento e a inovação. Os funcionários de mente fechada mudam as coisas para torná-las mais sobre si mesmas e menos sobre o que é necessário para converter um problema em uma nova oportunidade.

Com esta explicação em mente, observe atentamente as ações de outros na próxima vez em que você esteja tratando um problema real.

4) Crie uma estratégia sólida.

Sem estratégia, a mudança é meramente substituição, não evolução. Uma estratégia sólida deve ser implementada para resolver qualquer problema. Muitos líderes tentam dissecar um problema ao invés de identificar a estratégia de mudança que está no próprio problema.

Líderes eficazes que estão confortáveis com a resolução de problemas sempre sabem como reunir as pessoas, os recursos, o orçamento e o conhecimento certos das experiências passadas. Eles inspiram as pessoas a darem seu melhor, tornando o processo de resolução de problemas altamente colaborativo. Para eles, é uma oportunidade para aproximar as pessoas.

Sempre acreditamos que você não conhece o verdadeiro potencial e o caráter de uma pessoa até ver a maneira como elas resolvem os problemas.

Líderes eficazes conectam os pontos e mapeiam um plano de ação realista com antecedência. Eles têm uma estratégia que serve de base para como o problema será abordado e gerenciado. Eles antecipam o inesperado e utilizam os pontos fortes de suas pessoas para garantir que a estratégia leva a uma solução sustentável.

Nunca dê um tiro no escuro quando for resolver um problema. Evite adivinhar. Tome tempo suficiente para dar um passo para trás e avaliar a situação e as oportunidades que cada problema representa. Torne o processo de resolução de problemas mais eficiente ao reconhecer que cada problema tem suas próprias nuances que podem requerer uma estratégia distinta para uma resolução viável.

Aprender como avaliar o desempenho de funcionários não importa só para o sucesso do indivíduo, mas da organização. Aprenda a fazê-lo com 4 métricas básicas.

Importante sempre aprender como líderes resolvem problemas de equipe.

As pessoas sabem que têm uma grande liderança em sua organização quando a resolução de problemas se torna um processo contínuo que permite que elas e a própria organização cresçam e melhorem. Se a resolução de problemas criar caos, você pode ter uma séria deficiência de liderança.

A resolução de problemas é o maior facilitador do crescimento. É por isso que eles dizem que o fracasso serve como a maior lição nos negócios e na vida. Seja o líder que mostra maturidade, age com coragem e exige responsabilidade. Aplicar cada uma dessas lições pode ajudá-lo a se tornar um excelente solucionador de problemas. Cada experiência nos ensina todas as coisas novas. Abrace a resolução de problemas e os muitos tesouros invisíveis que representa.

Talvez você possa se interessar em ler: Como dar feedback sobre desempenho de seus funcionários

Criar uma cultura de inovação e criatividade na sua empresa

Toda organização é projetada para obter os resultados planejados – o mau desempenho vem de uma organização mal projetada. Resultados superiores surgem quando estratégias, modelos de negócios, estrutura, processos, tecnologias, ferramentas e sistemas de recompensa disparam em todos as áreas de uma empresa. Para isso, também é importante entender quais são os tipos de inovação existentes.

Um empreendedor inteligente molda uma cultura de inovação e criatividade na sua empresa. Eles sabem que é a cultura – valores, normas, mensagens inconscientes e comportamentos sutis de líderes e funcionários – que muitas vezes limitam o desempenho. Essas forças invisíveis são responsáveis pelo fato de que a maior parte de todos os esforços de mudança organizacional falha. O truque? Costure bem a interação entre as estratégias explícitas da empresa com as formas como as pessoas realmente se relacionam entre si e com a organização.

Vamos ver agora como você, empreendedor e dono de uma empresa, pode criar uma cultura em seu negócio que estimule a inovação e a criatividade.

1) Seja intentional com sua intenção de ser inovador.

A maioria das visões corporativas e missões são alarmantes: torne-se o fornecedor númer 1 disso e daquilo. Esses objetivos genéricos e amplos podem funcionar nas equipes de vendas, mas eles fazem pouco para despertar a criatividade e engenhosidade numa equipe. Talvez o pior que uma empresa possa fazer seja dar “ordens para que as pessoas inovem” sem linhas-guia de como as pessoas devem atuar. É quando o foco se perde e as equipes patinam no gelo.

Quer aprender como se tornar inovador no trabalho com 4 dicas simples?

O objetivo: visualize a maneira como deseja mudar o mundo e envolva o cliente como meta final. Por exemplo, a empresa de software Intuit – desenvolvedora da Quicken, Quick Books e TurboTax – deixa sua missão muito clara: “Para melhorar a vida financeira de nossos clientes tão profundamente, ao ponto de eles não conseguirem imaginar voltar à maneira antiga”.

2) Crie uma estrutura para tempo livre.

A inovação precisa de tempo para se desenvolver. Ninguém sente que tem tempo de sobra. As pessoas ficam tão focadas em apagar incêndios e perseguindo metas de curto prazo que a maioria nem consegue pensar sobre o futuro.

Diminuir o controle quando a pressão é maior é o paradoxo final da inovação. É por isso que marcas icônicas como a 3M e a Google dão aos seus funcionários cerca de 10% de “tempo livre” para experimentar novas ideias. A empresa de software Atlassian incentiva os funcionários a tirar “dias de FedEx” para trabalharem em qualquer problema que desejam. Mas há uma pegadinha: assim como a FedEx, eles devem entregar algo de valor 24 horas depois.

Empresas como a Intuit usam o tempo como uma recompensa porque acreditam que é o maior motivador dos intraempreendedores corporativos. Intuit dá aos seus melhores inovadores de negócios três meses de tempo “livre” que pode ser usado de uma vez ou divididos em seis meses para a exploração de novas oportunidades. Então, usar o tempo com sabedoria cria um grande incentivo para ganhar mais tempo para tentar coisas novas, de forma inteligente.

3) Envolva-se e depois deixe ir sozinho.

Dar tempo “livre” para que os funcionários experimentem com novas tecnologias, produtos ou processos pode catalisar a próxima grande coisa. Mas muitas empresas – e os consultores que contratam – tentam manipular demais o processo de inovação. Uma opção melhor: Dê apenas estrutura e suporte suficientes para ajudar as pessoas a navegarem na incerteza e explorar o processo criativo sem sufocá-lo.

Existem algumas ferramentas bastante boas que podem ajudar a construir conjuntos de habilidades de funcionários. Alguns dos melhores estão disponíveis gratuitamente, como o Boot-Camp Bootleg da Stanford Design School. A Intuit aplicou o design thinking do modelo de Stanford para criar seu Catalyst Toolkit, um guia que foi disponibilizado a todos os funcionários e ao público e que inclui ingredientes “self-service” para cozinhar a inovação.

Pessoas de backgrounds diversos, de engenheiros de software a gerentes de recursos humanos, usaram o toolkit para inovar processos de trabalho internos ou criar novos produtos, incluindo o SnapTax, que permite aos clientes registrar seus impostos em menos de 15 minutos em seus celulares. Promover esses tipos de ferramentas ajuda a convencer os funcionários de que os líderes se preocupam com seu desenvolvimento, enquanto eles também promovem as melhores práticas que podem ser adaptadas às necessidades do indivíduo ou da equipe.

4) Mensure o que é importante.

O executivo e guru do marketing Peter Drucker disse uma vez: “O que é medido pode melhorar.” Dito de outra maneira, você tem o que você mensura. Para muitas empresas, as ideias muitas vezes não são o problema. O desafio é transformá-las em algo real que produz um impacto e resultado. Então, quais métricas você deve usar?

Primeiro, você precisa descobrir o que medir. Em seus primeiros dias, o Facebook mediu a frequência com que seus usuários retornaram ao seu site. Tudo o que eles fizeram concentrou-se em aumentar essa única métrica. OpenTable, o serviço de reservas de restaurantes, focado em duas métricas que lhe permitiram se tornar o player dominante do mercado: aumentar o número de restaurantes em sua rede e aumentar o número de consumidores fazendo reservas.

Os números orientados ao cliente são claramente essenciais. Mas outros indicadores também podem impulsionar a inovação interna. Depois que a Proctor & Gamble percebeu a importância de parcerias externas para impulsionar os avanços do mercado, a empresa decidiu medir (e aumentar) a porcentagem de novos produtos que usavam tecnologias revolucionárias de parceiros. A inovação orientada externamente saltou de 10% para mais de 50% e resultou em novos produtos.

Você pode gostar de ler: 8 maneiras de surpreender e encantar seus clientes.

Outras métricas que podem te ajudar a criar uma cultura de inovação e criatividade na sua empresa são:

  • Porcentagem da receita de produtos ou serviços introduzidos dentro de um determinado período de tempo (digamos, no último ano fiscal).
  • Um pipeline de novas ideias que inclui uma proporção definida de produtos ou serviços de curto prazo e disruptivos de longo prazo (por exemplo, 75% -25%).
  • Porcentagem de funcionários treinados com ferramentas de inovação.
  • Porcentagem de tempo dedicado à descoberta, prototipagem e teste de novos produtos, serviços ou modelos de negócios geradores de receita (por exemplo, 10-20%).

5) Dê recompensas “sem valor”.

Reconhecer o sucesso é fundamental, mas a maioria das empresas para por aí. Um prêmio anual de inovação não é suficiente para catalisar uma cultura de inovação dentro de sua equipe. Claro, as recompensas formais são boas para o curto prazo – mas elas não mantêm as pessoas realmente engajadas.

O tipo de reconhecimento mais poderoso e robusto – o tipo que molda os valores organizacionais – geralmente ocorre de forma mais informal. Vários membros do grupo global de P&D da Colgate-Palmolive iniciaram um “mercado de reconhecimento”, distribuindo moedas de madeira simbólicas para colegas que fizeram contribuições notáveis para seus projetos. Os destinatários afortunados não acumularam nenhuma riqueza. Passaram para outros que haviam descoberto projetos que eles próprios levaram.

As moedas são distribuídas em reuniões, mas não é incomum que os funcionários voltem do almoço e encontrem alguns “centavos” anonimamente colocados em suas mesas. É uma ideia divertida e validadora; tais reconhecimentos informais encorajam um espírito coletivo e ajudam a promover o livre fluxo de ideias.

6) Trabalhe com símbolos.

Os símbolos representam os valores implícitos de uma organização, e eles vêm em muitas formas – declarações de valores organizacionais, prêmios, histórias de sucesso, cartazes nos corredores, frases, siglas e, sim, aquelas moedas de madeira. Aqueles que cultivam intencionalmente os símbolos de inovação de suas empresas essencialmente regam suas culturas de inovação.

A Intuit instalou em seu centro de inovação a mesa da cozinha onde Scott Cook sonhou a empresa com sua esposa – e os funcionários são encorajados a se sentar em torno dela para ter ideias. A Netflix nomeia suas salas de conferência corporativas com nomes de filmes de sucesso (para mencionar um, King Kong) como um lembrete dos avanços contínuos que seus funcionários estão criando e promovendo.

Mas os símbolos podem ser mais do que apenas objetos físicos. As experiências dolorosas, por exemplo, vivem como histórias e folclore – e moldam as mentalidades e os comportamentos de funcionários novos e existentes. No Google, a história da época em que Sheryl Sandberg tomou uma decisão ruim que custou à companhia milhões de vidas – não por causa do erro em si, mas por causa da resposta do co-fundador Larry Page: “Estou tão feliz por ter cometido esse erro” ele disse: “Porque eu quero dirigir uma empresa em que nos movemos muito rápido e fazendo demais, não sendo muito cauteloso e fazendo muito pouco. Se não tivermos nenhum desses erros, não estamos correndo riscos suficientes “.

Em vez de deixar que as histórias se desenvolvam naturalmente a partir do comportamento inconsciente dos líderes – o que pode ou não apoiar a inovação – algumas empresas explicitamente formam histórias para transmitir valores-chave, a fim de criar uma cultura de inovação e criatividade.

A rede de fast food Noodles & Company criou um tipo de folclore corporativo quando convidou as bandas de marchas locais a aparecer e tocar espontaneamente em quase 100 locais ao redor do país (Estados Unidos). Encontrar a diferenciação no campo competitivo de cadeias de fast food é um esforço difícil e contínuo e a história continua a ser uma lembrança constante de que todos precisam consistentemente “marchar ao ritmo de uma bateria diferente”.

Não se pode agir com cautela ao tentar criar uma cultura de inovação e criatividade na sua empresa.

A cultura de toda empresa é inerentemente diferente. Então, quando você está cultivando a inovação e a criatividade em sua equipe, você está cultivando um sistema único. O que significa que você tem que ser pensativo sobre sua abordagem. Seja como for, deve se alinhar com os valores da empresa e com os objetivos da empresa. E, em cada caso, você deve facilitar e recompensar as pessoas cujos papéis e dinâmicas influenciam a cultura de inovação que você está tentando cultivar.