Curitiba desponta no cenário da moda faz um tempo. Diz-se que é aqui onde as grandes marcas fazem os testes – se as novidades forem aprovadas pelas curitibanas e curitibanos, é certo o sucesso no cenário nacional. A informação pode ser questionada, mas não nos restam dúvidas sobre o crescimento da cidade no mundo fashion.

Com um público aberto ao novo, atento ao slow fashion e cheio de vontade de experimentação, novas marcas surgem e crescem nesse meio. Do high tech ao sustentável, tudo passa por provas e testes antes de chegar às ruas. Desenhar ideias e construir negócios dentro de um mundo novo que está aparecendo.

Afinal, moda é, sobretudo, sobre mudanças. É preciso acompanhar as macrotendências, tudo que acontece e o peso disso no que se veste. Afinal,  as pessoas não compram só uma roupa, vai bem além disso. Portanto, o que é preciso estar atento ao olhar para o cenário de moda em Curitiba?

Curitiba também desfila

Aos trancos e barrancos, marcas encontram espaço e tentam fazer história na capital paranaense. Os incentivos, ainda escassos, pipocam aqui e aquicolá, mas demoram para respingar em todo mundo. O local para compra de material hoje fica longe do centro, em lugares espalhados, e nem sempre oferece materiais para todas as demandas.

Com uma jornada de consumo muito mais focada em benefícios, conclusão do levantamento Fashion Trends, do Google, os consumidores sentem falta de um relacionamento com a marca, então optam por varejistas com preços mais acessíveis.

Mas é exatamente nesse ponto que estão tocando as novas marcas. Além do relacionamento, estão pensando em novos modelos de negócios para combater todo esse embate ético que a moda enfrenta, uma crise na produção e que o consumidor precisa refletir.

É o que nos diz Ariane Santos, criadora da Badu Desing. Para ela, “os consumidores buscam mais que um produto, estão optando por marcas que conhecem toda sua cadeia produtiva e que estão atentas ao propósito das marcas. Isso abre  espaço para as marcas de reposicionarem e se reinventarem”.

Para alcançar isso, existe um amparo entre quem está fazendo. A Projeto Zero Um, por exemplo, alimenta o compartilhamento, de costureira a tecidos, além de compras coletivas, que criam uma rede de ajuda e apoio. “Por incrível que pareça, compartilhar não é tão comum assim e isso gera muita coisa boa”, colocou Vanessa Gabardo, fundadora da Projeto Zero Um, junto com a Patrícia Hirozawa.

E mesmo com todas as planilhas e planos de negócios que surgiram na faculdade, colocar o business em prática ainda aparece como o maior desafio, não só para elas, mas para todo mundo que está inovando na área. “Falta alguém que olhe para a nossa estrutura, entenda nossas diferenças e ajude a pegar nosso formato e transformar em um negócio”, comenta Patrícia.

Nesse cenário, é preciso recorrer a ajuda e buscar alguém que entenda tanto de negócio como de moda. Quem percebeu esse problema foi a Aldeia, que agora está promovendo o programa de aceleração Moda Makers LAB. A ideia é exatamente dar uma base de negócios para quem já tem um conceito bem construído da marca, mas não consegue sair do lugar.

Quem faz moda em Curitiba

Fizemos uma seleção e vamos te mostrar 5 marcas para ficar de olho esse ano – elas são disruptivas e estão mudando, inovando e nos surpreendendo.

Rocio Canvas

Com ritmo de produção slow fashion, a grife cria pequenas coleções ao longo do ano, respeitando o tempo de criação e produção de cada uma das peças. A Rocio Canvas desfilou sua coleção de Verão 2018 na Casa de Criadores, chamando atenção da mídia nacional sobre o seu potencial criativo.

Onde encontrar: rociocanvas.com.br

Projeto Zero Um

O Projeto Zero Um é um laboratório de design que pensa em roupas além de estações ou coleções. Com a proposta de dar ao consumidor uma peça versátil, bonita e durável, as designers colocam força nos modelos e reforçam a sustentabilidade em sua produção, além de oferecem ótimas condições de trabalho para quem está fazendo a marca junto.

Onde encontrar: http://www.prjt01.com/

Reptilia

Sustentabilidade: essa é a palavra-chave para as coleções da Reptilia, marca de moda feminina nascida em Curitiba. Todo o processo de confecção das peças da grife é realizado dentro dos moldes mais ecológicos possíveis, inclusive o fornecimento da matéria-prima.

Onde encontrar:  reptilia.name

Veine

A palavra Veine vem do francês e significa “ter a veia”, ou melhor, “ter vontade, valentia”. E é exatamente esse espírito que a marca curitibana transmite através de suas peças, com cores e estampas minimalistas que acompanham o curitibano a qualquer tipo de ocasião.

Onde encontrar: veine.com.br

Apuê

A marca curitibana oferece modelos clássicos, como os sapatos oxford e as botas chelsea (ambos modelos britânicos) aparecem tanto em suas versões tradicionais quanto em releituras. A matéria-prima é essencialmente o couro, mas há também versões sem materiais de origem animal, como a sapatilha Tilo (na cor mostarda), que será lançada no próximo dia 03 de novembro.

Onde encontrar: http://www.apue.com.br/

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